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Um festival itinerante que reúne pessoas de todos os cantos da região metropolitana do Rio em dois dias de programação cultural com debates, oficinas e apresentações artísticas.







O sol só vem depois que as periferias, favelas e subúrbios já acordaram, aquecendo os sonhos e lutas daqueles que buscam por futuros mais dignos para os seus. Os trilhos do trem guiam a ramificação por onde esses moradores se espalham, carregando consigo a reinvenção dos modos de existir diante dos processos de exclusão dos grandes centros.
Nessa jornada, trazer à memória o chão de onde viemos é reverenciar nossa história e compreender que nada se mantém de pé sem raízes fortes. Através da música, da arte, das tradições e dos encontros, a cultura fortalece os sentidos e abre caminhos para novas possibilidades, consolidando uma identidade que só quem vive é capaz de carregar.
Inspirados pelas trocas que tivemos em Realengo, na Zona Oeste, a próxima parada do Fórum Rio é a Zona Norte, no bairro da Penha. Do Ramal Santa Cruz ao Ramal Saracuruna, desembarcamos num lugar onde morro e asfalto se encontram, cadenciando as dinâmicas de um território cheio de vida, que não aceita ser ocupado com violência. Que se reconstrói como resposta às dores, produzindo tecnologias de bem-viver que brotam da Serra e dos parques e se expandem para além dos complexos. Onde a fé e a festa se encontram nas rodas, quintais e escadarias, renovando a força e a esperança de dias melhores.
Misturando arte, cultura e política, esse ano o Fórum Rio irá reunir pessoas da Baixada ao Leste na Zona Norte para fazer circular ideias e soluções para os nossos territórios. Chegou o momento de fazer ecoar a voz das comunidades e mandar o papo reto para quem quer assumir as próximas gestões em 2027.
Queremos ver a vida acontecendo sem interrupções e os sonhos das juventudes florescendo. Queremos ver nossas áreas verdes preservadas e nossas moradias protegidas. Queremos reconhecer nossos mestres e mestras e inspirar as novas gerações. Queremos ver a esperança brotar, a cultura pulsar e a vida festejar.
No nosso lugar, as prioridades também precisam ser nossas.